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	<title>Família Schurmann</title>
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	<description>Vivendo o sonho desde 1984</description>
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		<title>Dia 47 – Barco “Saudade III”</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Nov 2016 18:51:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nossa “bíblia” durante a navegada pelo extremo sul da América será o livro “Patagonia &#38; Tierra Del Fuego”, dos italianos Giorgio Ardrizzi e Mariolina Rolfo, um caprichado guia náutico com cartas, mapas de ancorarem, fotos e relatos de uma das regiões mais belas e inóspitas do mundo. Nesta semana, vivemos outro momento único, daqueles que só os portos podem proporcionar. Estávamos ancorados em Piriápolis quando avistamos a chegada do veleiro “Saudade III”. O nome nos chamou atenção e, horas mais tarde, descobrimos que seu dono era Giorgio, o mesmo do livro. Capitão não perdeu tempo e foi se apresentar. Grande fã do Brasil, o autor já conhecia nossa história. Convidamos ele e sua mulher para um jantar. Em 1995, Giorgio partiu com sua então companheira, Mariolina Rolfo, para uma viagem de 3 meses pela Terra do Fogo. Os dois ficaram tão encantados pelos lugares mágicos “aonde o oceano e montanha se misturam como uma sinfonia perfeita” que os 3 meses viraram anos e diversas viagens de muito estudo e exploração. Na época não havia nenhum guia detalhado e pouquíssima informação dos locais para navegantes. Decidiram então a coletar toda informação que encontravam pelo caminho e, 9 anos depois, lançaram um…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Nossa “bíblia” durante a navegada pelo extremo sul da América será o livro “Patagonia &amp; Tierra Del Fuego”, dos italianos Giorgio Ardrizzi e Mariolina Rolfo, um caprichado guia náutico com cartas, mapas de ancorarem, fotos e relatos de uma das regiões mais belas e inóspitas do mundo.</p>
<p>Nesta semana, vivemos outro momento único, daqueles que só os portos podem proporcionar. Estávamos ancorados em Piriápolis quando avistamos a chegada do veleiro “Saudade III”. O nome nos chamou atenção e, horas mais tarde, descobrimos que seu dono era Giorgio, o mesmo do livro.</p>
<p>Capitão não perdeu tempo e foi se apresentar. Grande fã do Brasil, o autor já conhecia nossa história. Convidamos ele e sua mulher para um jantar.</p>
<p>Em 1995, Giorgio partiu com sua então companheira, Mariolina Rolfo, para uma viagem de 3 meses pela Terra do Fogo. Os dois ficaram tão encantados pelos lugares mágicos “aonde o oceano e montanha se misturam como uma sinfonia perfeita” que os 3 meses viraram anos e diversas viagens de muito estudo e exploração.</p>
<p>Na época não havia nenhum guia detalhado e pouquíssima informação dos locais para navegantes. Decidiram então a coletar toda informação que encontravam pelo caminho e, 9 anos depois, lançaram um guia náutico com todo o conhecimento e paixão pelas terras e mares “aonde ainda existe silencio e a solidão para aqueles que procuram e aonde os animais ainda não são assuntados pelo homem”.</p>
<p>O simpático e generoso Giorgio compartilhou conosco ótimas informações. Lugares interessante para visitarmos, trechos de difícil navegação e melhores locais para abastecer. Fez também um importante alerta, que ainda desconhecíamos: “Cuidado com a Foca Leopardo, pois adora abocanhar um bote inflável desprevenido!”</p>
<p>Foram horas e horas trocando experiências e conversando sobre os prazeres e desafios da vida no mar. Ao final da noite, nosso novo amigo italiano ainda fez uma doce dedicatória para nós.</p>
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		<title>Diário do Capitão: Dias em Mentawai</title>
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		<pubDate>Sun, 23 Oct 2016 20:47:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Pedi ao Alexandre que nos contasse qual a importância da região para ele: “Mentawai era para mim, como para todos os surfistas, uma lugar dos sonhos. Aqui, tem uma das maiores concentrações de ondas perfeitas em todo mundo e sempre com água quente e clima tropical. Já havia estado aqui diversas vezes e em 2012 resolvi mudar completamente minha vida ao vir para a Indonésia construir o Ulau Manua numa pequena baía no coração das famosas ondas do Norte das Mentawais. A ideia era oferecer tudo que um surfista sonha: conforto, centro de treinamento e alimentação balanceada. O bônus foi estar em contato com uma das culturas mais antigas do mundo, os Mentawais tradicionais. Hoje, temos um dos melhores resorts das Mentawais onde vivo com minha esposa Luana. Ela teve um contato com a Família Schurmann há muitos anos e teve a idéia de convidá-los. Nós já éramos fãs deles e o fato de acreditar e viver os nossos sonhos é um ponto em comum entre nós. Tivemos a honra de receber essa linda família aqui. Foram momentos que ficarão marcados por muito tempo na memória, não só pela oportunidade de conhecê-los e conviver com essa turma sempre animada e…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Pedi ao Alexandre que nos contasse qual a importância da região para ele:</p>
<p>“Mentawai era para mim, como para todos os surfistas, uma lugar dos sonhos. Aqui, tem uma das maiores concentrações de ondas perfeitas em todo mundo e sempre com água quente e clima tropical.</p>
<p>Já havia estado aqui diversas vezes e em 2012 resolvi mudar completamente minha vida ao vir para a Indonésia construir o Ulau Manua numa pequena baía no coração das famosas ondas do Norte das Mentawais. A ideia era oferecer tudo que um surfista sonha: conforto, centro de treinamento e alimentação balanceada. O bônus foi estar em contato com uma das culturas mais antigas do mundo, os Mentawais tradicionais.</p>
<p>Hoje, temos um dos melhores resorts das Mentawais onde vivo com minha esposa Luana. Ela teve um contato com a Família Schurmann há muitos anos e teve a idéia de convidá-los.</p>
<p>Nós já éramos fãs deles e o fato de acreditar e viver os nossos sonhos é um ponto em comum entre nós. Tivemos a honra de receber essa linda família aqui. Foram momentos que ficarão marcados por muito tempo na memória, não só pela oportunidade de conhecê-los e conviver com essa turma sempre animada e alto astral, como também por termos dividido momentos únicos tanto no coração da selva com os “Mentawai people”, como dividindo altas ondas com o Wilhelm e os outros surfistas da tripulação, além de ouvir mil histórias e dividir muitas risadas e alegrias.”</p>
<p>O nosso filho David com o nosso neto Kian vieram passar uma semana conosco. Foi reencontro com muita alegria e deu para matar a saudades. David, trouxe nossa gerente financeira, a Telma, que ganhou a viagem como um prêmio pelo reconhecimento do trabalho dela na empresa e no projeto Expedição Oriente. Ela ficou hospedada num dos luxuosos bangalôs do resort que ficam de frente para a praia.</p>
<p>Foi decidido que na semana que o David e Kian ficassem conosco iríamos aproveitar o lugar para colocar os assuntos em dia e ele descansaria um pouco depois de uma maratona de mais de dois anos na produção do filme Pequeno Segredo.</p>
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		<title>Diário do Capitão: O paraíso do surf</title>
		<link>http://schurmann.com.br/diario-do-capitao-o-paraiso-do-surf/</link>
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		<pubDate>Fri, 21 Oct 2016 20:40:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>

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		<description><![CDATA[O veleiro Kat está ancorado em uma enseada na Ilha Masokut, em Mentawai, na Indonésia, na frente do resort Ulau Manua, do casal de amigos Alexandre Ribas e Luana Panek. Eles haviam enviado um e-mail em fevereiro nos convidando a conhecer o mágico lugar que eles vivem. Enviaram as coordenadas com um mapa do Google Maps. Quando estávamos chegando, fizemos um contato via WhatsApp. Ele iria nos esperar com seu barco para nos orientar na entrada da enseada. Porém, duas horas antes de chegar, entrou um forte vento com chuva. Estávamos decididos a mudar o rumo e ancorar em um lugar mais ao norte umas seis milhas que abriga do vento nordeste. No entanto, depois da chuva, o mar acalmou e no final da tarde fomos entrando devagar na enseada no meio de duas barreiras de corais com Alexandre nos orientando para colocar âncora no lugar certo. De cara houve uma sinergia especial com esse incrível e amável casal. Esse lugar é o paraíso do surf com muitas ondas perfeitas. Dizem que é um dos melhores do mundo. Neste conjunto de ilhas, durante os meses de março a outubro, inúmeros recifes de coral recebem constantes ondulações, que se formam no…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>O veleiro Kat está ancorado em uma enseada na Ilha Masokut, em Mentawai, na Indonésia, na frente do resort Ulau Manua, do casal de amigos Alexandre Ribas e Luana Panek.</p>
<p>Eles haviam enviado um e-mail em fevereiro nos convidando a conhecer o mágico lugar que eles vivem. Enviaram as coordenadas com um mapa do Google Maps.</p>
<p>Quando estávamos chegando, fizemos um contato via WhatsApp. Ele iria nos esperar com seu barco para nos orientar na entrada da enseada. Porém, duas horas antes de chegar, entrou um forte vento com chuva. Estávamos decididos a mudar o rumo e ancorar em um lugar mais ao norte umas seis milhas que abriga do vento nordeste. No entanto, depois da chuva, o mar acalmou e no final da tarde fomos entrando devagar na enseada no meio de duas barreiras de corais com Alexandre nos orientando para colocar âncora no lugar certo.</p>
<p>De cara houve uma sinergia especial com esse incrível e amável casal. Esse lugar é o paraíso do surf com muitas ondas perfeitas. Dizem que é um dos melhores do mundo.</p>
<p>Neste conjunto de ilhas, durante os meses de março a outubro, inúmeros recifes de coral recebem constantes ondulações, que se formam no sul do continente Africano. Essas ondulações viajam milhares de quilômetros e vão se alinhando e se acertando. Ao se encontrarem com as bancadas formam ondas perfeitas.</p>
<p>Tubulares, suaves, rápidas, ou simplesmente divertidas, mostrando suas formas dependendo da variação de profundidade e ângulo dos corais. Resumindo: ondas de todos os tipos mas sempre perfeitas.</p>
<p>E foi lá que Alexandre Ribas decidiu viver e morar, um pequeno paraíso esquecido no tempo onde construiu o Ulau Manua Resort.</p>
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		<title>Diário do Capitão: Destino, Hong Kong (Parte 4)</title>
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		<pubDate>Fri, 07 Oct 2016 21:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[São 800 milhas na travessia de Shanghai a Hong Kong e novamente foi de uma atenção constante, com navios de carga e centenas de barcos de pesca. Em determinado ponto, um barco pesqueiro estava tirando a rede e tive que alterar o rumo. Mesmo assim, o mestre que não deveria estar no comando o barco, veio em nossa direção e tive alterar o rumo bruscamente para não colidir. Também nesta travessia teve muita neblina em que não se enxergava nada na frente. Nesta situação, além do AIS, ficamos colados no radar. Passou às 4h07 da manhã, a 0,77 milhas, o navio CMA-CGM – ALASKA com 366 metros de comprimento por 48, de boca a uma velocidade de 12,8 nós. Logo em seguida passou outro, às 4h19, o navio Planton com 196 metros por 32 de boca a 1 milha a velocidade de 13,4 nós. Para se ter uma referência do tamanho do navio, um campo de futebol tem 98 metros de comprimento, portanto o navio tem quase 4 vezes a dimensão de um campo. Nesta travessia, fomos quase toda a motor, pouco vento de 4 a 5 nós e corrente contar de 1,5 a 2 nós. Não teve jeito, ainda…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>São 800 milhas na travessia de Shanghai a Hong Kong e novamente foi de uma atenção constante, com navios de carga e centenas de barcos de pesca.</p>
<p>Em determinado ponto, um barco pesqueiro estava tirando a rede e tive que alterar o rumo. Mesmo assim, o mestre que não deveria estar no comando o barco, veio em nossa direção e tive alterar o rumo bruscamente para não colidir.</p>
<p>Também nesta travessia teve muita neblina em que não se enxergava nada na frente. Nesta situação, além do AIS, ficamos colados no radar.</p>
<p>Passou às 4h07 da manhã, a 0,77 milhas, o navio CMA-CGM – ALASKA com 366 metros de comprimento por 48, de boca a uma velocidade de 12,8 nós. Logo em seguida passou outro, às 4h19, o navio Planton com 196 metros por 32 de boca a 1 milha a velocidade de 13,4 nós.</p>
<p>Para se ter uma referência do tamanho do navio, um campo de futebol tem 98 metros de comprimento, portanto o navio tem quase 4 vezes a dimensão de um campo.</p>
<p>Nesta travessia, fomos quase toda a motor, pouco vento de 4 a 5 nós e corrente contar de 1,5 a 2 nós. Não teve jeito, ainda bem que o veleiro Kat tem dois motores Volvo Penta de 150 hp cada e são muito econômicos. Quando estamos à vela o piloto automático é acionado pela bomba hidráulica do motor na lenta, 700 RPM, o consumo de diesel é de 0,80 litros por hora. Ele é mais econômico em relação ao gerador que consome 4 litros por hora. Em uma rotação de 1500 RPM a uma velocidade de 6 a 7 nós o consumo é de 7 litros por hora cada motor.<br />
Chegamos em Hong Kong e fomos direto para o Royal Hong Kong Yacht Club que já tinha reservado uma vaga para nós no píer flutuante. Na baia tem centenas de lanchas e veleiros aportando.</p>
<p>No total de Shanghai a Hong Kong foram 890 milhas em 137 horas – 5 dias e 17 horas.</p>
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		<title>Uma expedição de tirar o fôlego!</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Sep 2016 11:00:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>
		<category><![CDATA[ásia]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[expedição oriente]]></category>
		<category><![CDATA[familia schurmann]]></category>

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		<description><![CDATA[Se colocássemos nosso tempo dentro de uma telinha veremos passar o mais lindo filme de nossa vida. Nesse dois anos de expedição, tivemos muitos momentos de ficar sem fôlego de tantas experiências lindas que vivenciamos, de desafios que passamos, e de muitas saudades de quem amamos. A primeira das alegrias foi receber Emmanuel de volta à Expedição depois de seu tratamento de câncer, pronto para navegar conosco pelos 7 mares. Conhecer a Antártica, foi a maior descoberta que fizemos e como num pacote da vida, vai a 1 leva 3, atravessamos pelo temido Cabo de Hornos e cruzamos o estreito de Drake. Todos lugares que são temidos pelos navegadores há séculos pela fúria dos oceanos e pela quantidade de naufrágios nesse lugar. Mas Netuno sorriu para nós e nos reservou para a volta uma tempestade quando já estávamos quase chegando a América do Sul. Voltar a Polinésia. Esse é nosso lugar favorito: reencontrar nossos amigos de 20 anos que nos receberam como se nem um minuto tivesse passado desde que nos vimos, foi muito lindo. E na Nova Zelândia, terra de Kat, as saudades dela aumentaram… Ah! Eu tinha me esquecido como foi de tirar fôlego chegar em Xangai com…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Se colocássemos nosso tempo dentro de uma telinha veremos passar o mais lindo filme de nossa vida.</p>
<p>Nesse dois anos de expedição, tivemos muitos momentos de ficar sem fôlego de tantas experiências lindas que vivenciamos, de desafios que passamos, e de muitas saudades de quem amamos.</p>
<p>A primeira das alegrias foi receber Emmanuel de volta à Expedição depois de seu tratamento de câncer, pronto para navegar conosco pelos 7 mares.</p>
<p>Conhecer a Antártica, foi a maior descoberta que fizemos e como num pacote da vida, vai a 1 leva 3, atravessamos pelo temido Cabo de Hornos e cruzamos o estreito de Drake. Todos lugares que são temidos pelos navegadores há séculos pela fúria dos oceanos e pela quantidade de naufrágios nesse lugar. Mas Netuno sorriu para nós e nos reservou para a volta uma tempestade quando já estávamos quase chegando a América do Sul.</p>
<p>Voltar a Polinésia. Esse é nosso lugar favorito: reencontrar nossos amigos de 20 anos que nos receberam como se nem um minuto tivesse passado desde que nos vimos, foi muito lindo.</p>
<p>E na Nova Zelândia, terra de Kat, as saudades dela aumentaram…</p>
<p>Ah! Eu tinha me esquecido como foi de tirar fôlego chegar em Xangai com milhares de barcos, navios e chatas cruzando nosso caminho no rio para redescobrir o grande almirante Zheng He, o venerado herói das grandes navegações Chinesas.</p>
<p>A China, inspiração de nossa expedição, mostrou seu lado tradicional milenar e o que há de mais moderno em suas cidades de Xangai e Pequim.</p>
<p>Em Borneo, estar de frente com um orangotango e ver o olhar profundo desse animal quase tão humano, foi uma experiência incrível.</p>
<p>Na Indonésia, os cultos mais diferentes em um mesmo espaço, nos levaram de mesquitas e templos budistas, hindus em cerimônias milenares e muito espirituais.</p>
<p>A travessia do Oceano Índico por 12 dias e 2.800 milhas foi a mais longa, a mais rápida e a mais difícil de todas. Com mar de ondas de 3 até 5 metros e ventos fortíssimos, era difícil a vida a bordo, fazendo a navegação, se alimentando e até mesmo dormindo. Mas a tripulação corajosa do veleiro Kat enfrentou esse desafio sem perder o fôlego!</p>
<p>E quem tirou nosso fôlego foi o vulcão Piton de La Fournaise em Reunião, onde caminhamos quase até a boca do dragão fumegante e com as labaredas nem podíamos respirar…</p>
<p>Em Tonga, quando Heloísa caiu no barco numa tempestade e rompeu um dos tendões do ombro e a recuperação de 8 meses, a bordo do barco também nos fez respirar aliviados quando ela pôde participar outra vez das muitas aventuras.</p>
<p>E agora com a África do Sul e depois o oceano Atlântico, que novas emoções irão tirar nosso fôlego?</p>
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		<title>2 anos de Expedição Oriente</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Sep 2016 19:28:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Que rápido passaram esses dois anos! Viver um sonho não lhe dá o direito de “parar” o tempo. Mas a Expedição Oriente me fez viver os dois anos mais intensos de minha vida… e de todos os que dela participaram. As experiências incríveis que passamos desde que saímos do Brasil nos ensinaram muito em nossas vidas. Além de conhecer e explorar lugares paradisíacos, diferentes, aprendemos a dar valor ao lado intangível da experiência. E essa experiência fez com que descobríssemos não somente o mundo, mas cada um de nós descobriu mais sobre si mesmo. Todos nós somos pessoas diferentes das que partimos do Brasil. Nossa visão do mundo e estilo de vida mudou. Desenvolvemos amor ao próximo, paciência, tolerância, adaptação, curiosidade, humildade e uma incrível consciência e respeito pelo nosso meio ambiente. Gente, nunca pensamos que o nível de lixo de plástico nos oceanos seria essa quantidade sem limites. Nossa contribuição nessa área tem sido através da conscientização das pessoas pelo mundo. Difícil enumerar todo aprendizado mas aqui estão os principais: - Fazer novos amigos e reencontrar os que já conhecemos. Incrível chegar em lugares em que nunca havíamos estado e em pouco tempo encontramos pessoas que se tornam nossos…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Que rápido passaram esses dois anos!<br />
Viver um sonho não lhe dá o direito de “parar” o tempo. Mas a Expedição Oriente me fez viver os dois anos mais intensos de minha vida… e de todos os que dela participaram.</p>
<p>As experiências incríveis que passamos desde que saímos do Brasil nos ensinaram muito em nossas vidas. Além de conhecer e explorar lugares paradisíacos, diferentes, aprendemos a dar valor ao lado intangível da experiência.</p>
<p>E essa experiência fez com que descobríssemos não somente o mundo, mas cada um de nós descobriu mais sobre si mesmo. Todos nós somos pessoas diferentes das que partimos do Brasil.</p>
<p>Nossa visão do mundo e estilo de vida mudou. Desenvolvemos amor ao próximo, paciência, tolerância, adaptação, curiosidade, humildade e uma incrível consciência e respeito pelo nosso meio ambiente. Gente, nunca pensamos que o nível de lixo de plástico nos oceanos seria essa quantidade sem limites. Nossa contribuição nessa área tem sido através da conscientização das pessoas pelo mundo.</p>
<p>Difícil enumerar todo aprendizado mas aqui estão os principais:</p>
<p>- Fazer novos amigos e reencontrar os que já conhecemos. Incrível chegar em lugares em que nunca havíamos estado e em pouco tempo encontramos pessoas que se tornam nossos amigos. E quanta alegria depois de mais de 20 anos reencontrar nosso amigos que num abraço derrubam os muros do tempo e da distância e descobrimos que as verdadeiras amizades não tem fronteiras.</p>
<p>- Aprender a respeitar e amar o próximo. Nesses dois anos descobrimos pessoas num mundo totalmente diferente do nosso. – Em cada nova cultura aprendemos a interagir e escutar gente que cruzou no nosso caminho, nos ensinando novas ideias, e nos fazendo mudar muitos de nossos conceitos. E o respeito e amor ao próximo andam de mãos dadas com nossos princípios. E as pessoas que encontramos tem sido gentis e de coração aberto.</p>
<p>- Aprendemos a viver juntos 24/7 com 8 pessoas de idades e realidades e nacionalidades diferentes. E curtimos a companhia um do outro: a comunicação honesta e aberta tem sido fundamental para viver no espaço do barco.</p>
<p>- A dizer obrigada a Deus, ou ao Ser Superior, que nos tem protegido nas piores tempestades de mar e em terra.</p>
<p>- E acima de tudo aprendemos que Pátria é o lugar onde somos felizes…independente da localização geográfica.</p>
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		<title>Vulcões e o clima terrestre</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jul 2016 19:19:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Em abril de 1815, a erupção do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, lançou 2 bilhões de toneladas de cinzas e aerosol sulfúrico que se espalhou pelo globo, bloqueando a luz do sol e produzindo três anos de esfriamento do planeta. Considerada a explosão vulcânica mais poderosa já registrada na história, a erupção do Tambora matou 92 mil pessoas. Também abalou a terra em uma catástrofe imensa que, ainda hoje, 200 anos depois, os cientistas estão tentando entender suas repercussões. Depois de muitas pesquisas, foi confirmado que a erupção teve um papel fundamental no esfriamento do clima, no colapso da agricultura e nas epidemias de cólera e outras catástrofes pelo mundo. As erupções vulcânicas na Indonésia e nas Filipinas preocupam os cientistas com a possibilidade de alterações no clima terrestre. O monte Pinatubo, em 1991, provocou uma redução de um grau na temperatura média global. É incrível como eventos fundamentais da história da humanidade têm sido influenciados pelo clima mais frio causado pelas cinzas e partículas de aerossol lançados pelos vulcões na atmosfera. Estamos à mercê das forças geológicas e climáticas que influenciam e muitas vezes mudam os panoramas econômicos e sociais do mundo. A força dos vulcões…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Em abril de 1815, a erupção do vulcão Tambora, na ilha de Sumbawa, na Indonésia, lançou 2 bilhões de toneladas de cinzas e aerosol sulfúrico que se espalhou pelo globo, bloqueando a luz do sol e produzindo três anos de esfriamento do planeta.</p>
<p>Considerada a explosão vulcânica mais poderosa já registrada na história, a erupção do Tambora matou 92 mil pessoas. Também abalou a terra em uma catástrofe imensa que, ainda hoje, 200 anos depois, os cientistas estão tentando entender suas repercussões. Depois de muitas pesquisas, foi confirmado que a erupção teve um papel fundamental no esfriamento do clima, no colapso da agricultura e nas epidemias de cólera e outras catástrofes pelo mundo.</p>
<p>As erupções vulcânicas na Indonésia e nas Filipinas preocupam os cientistas com a possibilidade de alterações no clima terrestre. O monte Pinatubo, em 1991, provocou uma redução de um grau na temperatura média global.</p>
<p>É incrível como eventos fundamentais da história da humanidade têm sido influenciados pelo clima mais frio causado pelas cinzas e partículas de aerossol lançados pelos vulcões na atmosfera. Estamos à mercê das forças geológicas e climáticas que influenciam e muitas vezes mudam os panoramas econômicos e sociais do mundo.</p>
<p>A força dos vulcões é impressionante. Na mais famosa erupção do Monte Cracatoa, em 1883, o vulcão lançou cerca de 150 quilômetros cúbicos de cinza na troposfera, e matou cerca de 92 mil pessoas. A coluna de cinza e fumaça atingiu 40 km de altura.</p>
<p>A Indonésia tem 76 vulcões ativos e detém o recorde mundial de maior número de erupções (mais de 1,1 mil), que produziram fatalidades, geraram tsunamis (ondas gigantescas), fluxos e domos de lava, e arruinaram terra arável.</p>
<p>As erupções vulcânicas esfriam a temperatura global. O dióxido de enxofre presente nos gases da erupção reagem com água na estratosfera e formam gotas de ácido sulfúrico (aerossol). Essas gotas refletem a luz do sol e diminuem a temperatura na superfície da Terra e contribuem para aumentar o “buraco” de ozônio. O efeito de resfriamento dura entre um a dois invernos.</p>
<p>O fenômeno do “Ano Sem Verão” ocorreu na Europa e na América do Norte, com uma queda média de temperatura de 3 graus Celsius, e nevascas em junho. As cataratas de Niágara congelaram totalmente no inverno daquele ano, bem como a maioria dos lagos e rios no hemisfério norte. Juntamente com o Tambora, outras erupções ocorreram na mesma época, como o Soufriére, no Caribe, em 1812, e o Monte Mayon, nas Filipinas, em 1814.</p>
<p>O clima mais frio do que o normal causou enormes perdas nas colheitas e gerou muita fome e desgraça mundialmente. Na Irlanda, a queda na colheita de batata entre 1813 e 1815 matou mais de 100 mil pessoas. Na China, as plantações de arroz secaram e milhões de pessoas morreram de fome. Os efeitos foram tão devastadores que muitos países passaram por ondas de fome, doenças, agitação civil e declínio econômico.</p>
<p>O resfriamento do planeta foi o responsável pela a pandemia de cólera em 1817 que começou na Índia e matou globalmente dezenas de milhões de pessoas. A doença se propagou por meio de uma combinação fatal de mudanças nas monções e de chuvas ininterruptas.</p>
<p>É um fato interessante que os mais aterradores espetáculos da força na natureza, os vulcões, restritos a pontos muito pequenos da superfície terrestre, tenham essa capacidade de influenciar os eventos climáticos, e a vida dos seres humanos.</p>
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		<title>Uma avó quase tradicional</title>
		<link>http://schurmann.com.br/uma-avo-quase-tradicional/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jul 2016 19:16:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma avó quase tradicional! Hoje acordei antes de todo mundo. Fui para a cozinha e fiz minha receita especial de bolo de chocolate. O aroma da baunilha e do cacau logo se espalhou pelo veleiro Kat, invadindo as cabines e acordando a tripulação. Em pouco tempo, todos já estavam sentados em volta da mesa e se entreolhavam, curiosos. “Por que a Formiga está fazendo um bolo?”, perguntavam. Nunca consegui ser uma avó tradicional, daquelas que levam os netos para o shopping e que sempre têm coisas deliciosas em casa para oferecer no lanche, em frente à televisão. Quando estou com meus netos, temos outras coisas para fazer juntos. Mas sempre são muitas coisas divertidas. Se estamos perto da praia, andamos de caiaque, fazemos snorkel ou SUP (Stand Up Paddle). No barco, eles participam das manobras e vela, ou sentamos na proa para contemplar os golfinhos, as baleias, os pássaros. E como é bom acampar com eles! É quando descobrimos a natureza e viramos aventureiros e exploradores. Subimos montanhas e desbravamos trilhas para descobrir lugares curiosos ou misteriosos. Na companhia deles, a diversão é sempre garantida. Como quando inventamos jogos, experimentamos receitas culinárias e fazemos arte e pintando camisetas. Há alguns…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Uma avó quase tradicional!</p>
<p>Hoje acordei antes de todo mundo. Fui para a cozinha e fiz minha receita especial de bolo de chocolate. O aroma da baunilha e do cacau logo se espalhou pelo veleiro Kat, invadindo as cabines e acordando a tripulação.</p>
<p>Em pouco tempo, todos já estavam sentados em volta da mesa e se entreolhavam, curiosos. “Por que a Formiga está fazendo um bolo?”, perguntavam.</p>
<p>Nunca consegui ser uma avó tradicional, daquelas que levam os netos para o shopping e que sempre têm coisas deliciosas em casa para oferecer no lanche, em frente à televisão.</p>
<p>Quando estou com meus netos, temos outras coisas para fazer juntos. Mas sempre são muitas coisas divertidas. Se estamos perto da praia, andamos de caiaque, fazemos snorkel ou SUP (Stand Up Paddle). No barco, eles participam das manobras e vela, ou sentamos na proa para contemplar os golfinhos, as baleias, os pássaros.</p>
<p>E como é bom acampar com eles! É quando descobrimos a natureza e viramos aventureiros e exploradores. Subimos montanhas e desbravamos trilhas para descobrir lugares curiosos ou misteriosos. Na companhia deles, a diversão é sempre garantida. Como quando inventamos jogos, experimentamos receitas culinárias e fazemos arte e pintando camisetas.</p>
<p>Há alguns meses, já durante a Expedição Oriente, como foi legal receber meu neto Kian no barco quando estávamos na Patagônia! Tivemos bolo no acampamento ao redor da fogueira, para celebrar seu aniversário de seis anos. O ponto alto foram as longas cavalgadas no meio da floresta, as expedições de 4×4 e passar o dia na Ilha dos Pinguins.</p>
<p>Tenho a alegria de ter o Emmanuel, de 25 anos, na Expedição Oriente desde o início. Com ele a bordo, estou compartilhando o olhar jovem de ver a vida. Seu irmão, Sebastian, 21 anos, navegou esses últimos dois meses conosco na Ásia. Foi maravilhoso! Somente os gêmeos Chloe e Guilherme, que ainda estão com 3 anos e meio, precisam crescer um pouquinho mais para participar das nossas viagens de veleiro.</p>
<p>Ah, eu adoro ter meus netos por perto, a bordo e compartilhando as nossas aventuras! E como é gratificante ver que eles têm a mesma preocupação com a proteção dos oceanos e o mesmo amor pela causa da conservação ambiental. E me orgulho em poder proporcionar a eles a oportunidade de conhecer o mundo e entender diversas culturas.</p>
<p>Tudo isso passa pela minha cabeça enquanto espalho a cobertura de brigadeiro no meu bolo, tendo olhares atentos, curiosos e desconfiados, seguindo cada movimento da espátula.</p>
<p>Foi justamente Emmanuel, quem quebrou o silêncio: “Ok, Formiga, por que você fez este bolo? O que vamos comemorar?”</p>
<p>“Hoje é Dia dos Avós”, respondi. “Resolvi comemorar como uma avó”.</p>
<p>“Uau! Dia dos Avós!”, animou-se Emmanuel. “Temos que fazer uma coisa bem especial. Você quer me ensinar a andar de SUP sem cair, como você”.</p>
<p>O melhor em ser uma avó quase tradicional, é que posso fazer bolo de chocolate sempre que quiser! Amo muito vocês: Emmanuel, Sebastian, Kian, Chloe e Guilherme.</p>
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		<title>Um cardápio exótico</title>
		<link>http://schurmann.com.br/um-cardapio-exotico/</link>
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		<pubDate>Sun, 03 Jul 2016 19:11:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[A China paga caro aos indonésios para ter ninho de pássaro no cardápio Caminhando pela cidade de Kumai, na Indonésia, fique quase surda no final da tarde com a zoeira de milhares de pássaros ao redor de prédios no centro da cidade. Nosso amigo Yasuf contou que esse prédios eram na realidades condomínios de passarinhos. Como assim? Nesta cidade da ilha de Bornéu, os prédios que parecem de moradia, têm a fachada com janelas pintadas de cores alegres na frente, mas são cinzas na lateral e atrás. Os prédios que têm mais de um andar na cidade são os que abrigam os ninhos de pássaros, que começaram a surgir na cidade há uns dez anos, quando investidores chineses perceberam que o clima e a situação eram adequados para criar “andorinhão-preto”, a espécie de ave que produz o tipo de ninho exigido pelas empresas que os comercializam e pelos consumidores. Os chineses gostam de comer sopa de ninho de passarinho. A iguaria é comparada ao caviar. A sopa de ninhos de andorinha é uma especialidade da culinária da China e uma das mais caras do mundo, e é feita com os ninhos das aves de várias espécies do gênero Aerodramus, que…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>A China paga caro aos indonésios para ter ninho de pássaro no cardápio</p>
<p>Caminhando pela cidade de Kumai, na Indonésia, fique quase surda no final da tarde com a zoeira de milhares de pássaros ao redor de prédios no centro da cidade. Nosso amigo Yasuf contou que esse prédios eram na realidades condomínios de passarinhos.</p>
<p>Como assim?</p>
<p>Nesta cidade da ilha de Bornéu, os prédios que parecem de moradia, têm a fachada com janelas pintadas de cores alegres na frente, mas são cinzas na lateral e atrás. Os prédios que têm mais de um andar na cidade são os que abrigam os ninhos de pássaros, que começaram a surgir na cidade há uns dez anos, quando investidores chineses perceberam que o clima e a situação eram adequados para criar “andorinhão-preto”, a espécie de ave que produz o tipo de ninho exigido pelas empresas que os comercializam e pelos consumidores.</p>
<p>Os chineses gostam de comer sopa de ninho de passarinho. A iguaria é comparada ao caviar. A sopa de ninhos de andorinha é uma especialidade da culinária da China e uma das mais caras do mundo, e é feita com os ninhos das aves de várias espécies do gênero Aerodramus, que constroem seus ninhos quase exclusivamente com a saliva. Os pássaros (que não são verdadeiras andorinhas) reproduzem-se em cavernas em grandes bandos, e podem também utilizar edifícios mais ou menos fechados que imitam o habitat dessas aves.</p>
<p>O preço de um quilo de ninhos pode atingir USD $10 mil e uma tigelinha de sopa custa USD $30-60 nos restaurantes chiques da China. Um dos aspectos que aumenta o preço desta iguaria é o fato de a medicina tradicional chinesa atribuir poderes curativos e também afrodisíacos.<br />
Os pássaros constroem ninhos após ninhos, ao verem que foram destruídos. Os chineses coletam esses ninhos, limpam em um processo de esterilização e os vendem.</p>
<p>A demanda muita grande fez surgir um negócio lucrativo na cidade de Kumai, e virou uma fonte de riqueza apesar da insalubridade causada pela invasão das aves.</p>
<p>E a cidade de 20 mil habitantes com suas casinhas simples convive com milhares de pássaros inocentes que enriquecem os comerciantes…</p>
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		<title>Como a plantação de uma árvore está causando desmatamento</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jul 2016 19:06:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator><![CDATA[Família Schurmann]]></dc:creator>
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		<description><![CDATA[As florestas da Indonésia e Malásia esntão ameaçadas pelas plantações de óleo de palma. O óleo de palma – ou azeite de dendê – é um dos óleos vegetais mais consumidos no mundo. É produzido a partir do fruto do dendezeiro. A palma ou dendê é o fruto dado pelo dendezeiro, uma palmeira originária da África que foi trazida ao Brasil no século XVII e se adaptou no litoral baiano devido ao clima tropical. Com mesmo clima, a Malásia e a Indonésia, são os maiores cultivadores de óleo de palma do mundo. O óleo é muito utilizado na indústria de cosméticos para cremes, sabões e detergentes. Tem propriedade bactericida, ajudando a regenerar tecidos com cortes ou ferimentos. Na indústria de alimentos, seu uso é muito extenso, desde chocolates e sorvetes até margarinas e alimentos industrializados. No Brasil, o óleo de palma ou azeite-de-dendê é muito utilizado na culinária baiana, nos acarajés, vatapás e outras receitas tradicionais. Na Malásia e na Indonésia, ele é responsável por desmatamentos e destruição do habitat de um grande primata que tem 97% do DNA humano, um meio parente nosso, o orangotango. A questão é que, na Indonésia, sendo um cultivo que vai desde pequenas propriedades…]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>As florestas da Indonésia e Malásia esntão ameaçadas pelas plantações de óleo de palma.</p>
<p>O óleo de palma – ou azeite de dendê – é um dos óleos vegetais mais consumidos no mundo. É produzido a partir do fruto do dendezeiro. A palma ou dendê é o fruto dado pelo dendezeiro, uma palmeira originária da África que foi trazida ao Brasil no século XVII e se adaptou no litoral baiano devido ao clima tropical. Com mesmo clima, a Malásia e a Indonésia, são os maiores cultivadores de óleo de palma do mundo.</p>
<p>O óleo é muito utilizado na indústria de cosméticos para cremes, sabões e detergentes. Tem propriedade bactericida, ajudando a regenerar tecidos com cortes ou ferimentos. Na indústria de alimentos, seu uso é muito extenso, desde chocolates e sorvetes até margarinas e alimentos industrializados.</p>
<p>No Brasil, o óleo de palma ou azeite-de-dendê é muito utilizado na culinária baiana, nos acarajés, vatapás e outras receitas tradicionais.</p>
<p>Na Malásia e na Indonésia, ele é responsável por desmatamentos e destruição do habitat de um grande primata que tem 97% do DNA humano, um meio parente nosso, o orangotango.</p>
<p>A questão é que, na Indonésia, sendo um cultivo que vai desde pequenas propriedades familiares até grandes extensões, certamente possui os problemas de qualquer cultivo agrícola. Os plantadores compram uma área de floresta, derrubam as árvores e plantam óleo de palma. Às vezes fazem queimadas que se alastram em incêndios perto de reservas e parques como o que destruiu partes do Parque Nacional Tanjung Puting. Resultado: mortes de animais, aves, répteis e principalmente de orangotangos, além de uma imensa área devastada sem árvores.</p>
<p>Ha outro grave problema econômico para as regiões onde se cultiva a palma: cerca de 4,5 milhões de pessoas dependem deste cultivo. E para os agricultores, a sobrevivência de suas famílias é mais importante do que a fauna local.</p>
<p>Atualmente, são cultivados cerca de 20 milhões de hectares. O óleo de palma rende cerca de 4 a 10 vezes mais que outros óleos, e acaba se tornado um produto barato e rentável. O grande desafio para substituir o óleo de palma é que seria necessário obter outro óleo para substituí-lo.</p>
<p>A biodiversidade da Indonésia, uma das maiores do mundo, é uma preocupação considerável. Várias organizações não governamentais, incluindo a WWF empenharam-se em criar um Fórum Global sobre Óleo de Palma Sustentável, que definiu critérios para a produção sustentável do óleo de palma. O Brasil também possui um programa de produção sustentável do óleo de palma.</p>
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